Desafio 8
Homem Por Fora, Bicho Por Dentro
Material necessário:
Papel ,Caneta
Inspiração:
Ele sente-se doente. E confuso. Marcou uma consulta num psiquiatra. Está, neste momento, deitado no divã. Exercício: O exercício anterior (Mistério em Forma de Mulher) forneceu-te 5 palavras que terás de utilizar no monólogo deste homem. Ele conta ao psiquiatra tudo aquilo que o preocupa, incomoda e a razão porque o está a consultar.
in, desafio: escrever
Homem Por Fora, Bicho Por Dentro
Material necessário:
Papel ,Caneta
Inspiração:
Ele sente-se doente. E confuso. Marcou uma consulta num psiquiatra. Está, neste momento, deitado no divã. Exercício: O exercício anterior (Mistério em Forma de Mulher) forneceu-te 5 palavras que terás de utilizar no monólogo deste homem. Ele conta ao psiquiatra tudo aquilo que o preocupa, incomoda e a razão porque o está a consultar.
in, desafio: escrever
Homem por fora, bicho por dentro
- Bom dia, senhor doutor. A natureza desta consulta é porque eu tenho tido uns sonhos estranhos e creio que estou a ficar louco.
O psiquiatra disse ao paciente para ter calma e lhe contar mais sobre esse sonho. Foi então que ele disse que estava a sonhar com a sua falecida mulher e que ela lhe dizia para ele ir ter com ela onde moravam antigamente, quando ela era viva.
O médico decidiu marcar uma consulta de hipnose. Passados quatro dias ele foi à dita consulta e estava bastante nervoso com o que psiquiatra lhe poderia dizer no final da sessão. O doutor descobriu que a mulher não estava morta, como o paciente havia pensado. Estava viva e fazia-lhe bruxarias para ele ficar assim.
O paciente interrogou-se:
- Mas porque é que ela está a fazer isto?! Nunca tive nada de mal com ela, sempre estivemos bem!
Visto isto o psiquiatra tentou explorar mais profundamente aquela história. Uns tempos depois o homem morre de causas naturais e sem explicação. Para além disso, era uma pessoa nova.
- Bom dia, senhor doutor. A natureza desta consulta é porque eu tenho tido uns sonhos estranhos e creio que estou a ficar louco.
O psiquiatra disse ao paciente para ter calma e lhe contar mais sobre esse sonho. Foi então que ele disse que estava a sonhar com a sua falecida mulher e que ela lhe dizia para ele ir ter com ela onde moravam antigamente, quando ela era viva.
O médico decidiu marcar uma consulta de hipnose. Passados quatro dias ele foi à dita consulta e estava bastante nervoso com o que psiquiatra lhe poderia dizer no final da sessão. O doutor descobriu que a mulher não estava morta, como o paciente havia pensado. Estava viva e fazia-lhe bruxarias para ele ficar assim.
O paciente interrogou-se:
- Mas porque é que ela está a fazer isto?! Nunca tive nada de mal com ela, sempre estivemos bem!
Visto isto o psiquiatra tentou explorar mais profundamente aquela história. Uns tempos depois o homem morre de causas naturais e sem explicação. Para além disso, era uma pessoa nova.
________________________________________ David Vivas
O homem trabalhador
Ele sentia-se um pouco doente. Passados alguns dias na mesma condição, marcou uma consulta num médico. Nesse mesmo dia pediu alguns dias de férias e de seguida foi para casa descansar, deitou-se no divã a ver televisão. No outro dia foi ao médico mas o médico não encontrou nada de anormal nele: fez vários exames e só acusou cansaço. O médico mandou-o para casa descansar e fazer poucos esforços.
O homem, em vez de ir trabalhar, no dia seguinte não! Gozou o resto dos dias como a maior parte dos portugueses faz e é por estas e por outras que o país está assim.
Quando regressou ao trabalho parecia um bicho-do-mato a esconder-se dos colegas e dos amigos, só para não trabalhar e para não conviver com as pessoas no trabalho.
________________________________________J. Nunes
Ele sentia-se um pouco doente. Passados alguns dias na mesma condição, marcou uma consulta num médico. Nesse mesmo dia pediu alguns dias de férias e de seguida foi para casa descansar, deitou-se no divã a ver televisão. No outro dia foi ao médico mas o médico não encontrou nada de anormal nele: fez vários exames e só acusou cansaço. O médico mandou-o para casa descansar e fazer poucos esforços.
O homem, em vez de ir trabalhar, no dia seguinte não! Gozou o resto dos dias como a maior parte dos portugueses faz e é por estas e por outras que o país está assim.
Quando regressou ao trabalho parecia um bicho-do-mato a esconder-se dos colegas e dos amigos, só para não trabalhar e para não conviver com as pessoas no trabalho.
________________________________________J. Nunes
Homem por Fora, Bicho por Dentro
Está um homem deitado no divã ao lado de um psiquiatra.
Ele diz sentir-se doente e confuso e para tal marcou esta consulta.
O psiquiatra começa por perguntar se já alguma vez se tinha sentido assim e pedindo para definir o que sentia mesmo ao certo.
O paciente aparenta um ar muito estranho e lambe-se como um animal.
O psiquiatra vê que tem um caso muito bicudo com este homem.
O homem começa por dizer que a mulher fugiu com outro e ele ultimamente não tem dormido e que tem andado a vaguear pelas ruas com a companhia de uma garrafa de vinho.
Acabada a sessão o psiquiatra avalia o doente e vê que ele não é lá muito certo e pensa que a mulher o deve ter deixado por isso.
Passados dois dias o doente volta para outra sessão.
O psiquiatra começa por perguntar como estava e se ainda tinha aqueles sintomas ao que o paciente responde que andava com desejo de comer peixe.
O psiquiatra concluiu que o homem devia pensar que era um animal.
Meu amigo diga-me como e que a sua mulher o deixou – pede ele ao doente. Então o homem começa por dizer que está ali porque os amigos o aconselharam a consultar um psiquiatra, dizendo que ele estava maluco.
Bem, acho que os seus amigos lhe deram um bom conselho mas conte-me a causa de tanta agitação a razão de a sua mulher o ter deixado, para o poder ajudar - continuou o médico.
Sr. Doutor, a minha mulher deixou-me pois ela dizia que eu começava a ter comportamentos estranhos e ela tinha um amante de 89 anos com muito dinheiro. Dada a situação comecei a andar de bar em bar e pelas ruas - continuou o doente.
O psiquiatra pergunta-lhe quais eram os comportamentos estranhos ao que ele responde que certo dia estava num beco e começou a falar com um gato, passando a falar todos os dias com ele.
O psiquiatra viu que a cura do homem não era assim tão fácil e optou pelo internamento num manicómio até que ele recuperasse.
Porém não foi assim. O homem foi para o manicómio e piorou, começou a falar sozinho e a comportar-se como um gato.
______________________________________Fábio Trindade
HOMEM POR FORA, BICHO POR DENTRO
Senhor doutor, só vim à sua consulta porque me obrigaram. É escusado dizer que sou um autêntico bicho por dentro e que as pessoas têm a ideia que uma consulta de psiquiatra é equivalente a uma consulta de malucos. Mas pronto, eu lá vim à consulta para não me chatearem mais...
Pronto ok, até lhe confesso, senhor doutor, que me sinto um pouco embicharado por dentro e até mesmo perturbado cada vez que penso em certas coisas.
Todos os psiquiatras dizem que têm absoluto sigilo profissional mas será mesmo? Se o senhor doutor prometer que esta conversa não sai deste gabinete, então atrevo-me a contar-lhe tudo, para que alguém, ao menos, me tente ajudar e me tente perceber.
Em síntese, limito-me a dizer-lhe que me sinto completamente derrotado pela vida, para além de me sentir completamente desamparado, sozinho, triste, desiludido e magoado com tudo e todos.
Palavras? Para quê? Oh senhor doutor, falar é muito fácil mas o pior é sentir-me como me sinto.
Mais concreto do que isto não consigo: sinto-me um autêntico homem por fora e bicho por dentro.
Se me perguntarem se tenho razões concretas para me sentir assim eu respondo-lhe, imediatamente, que a minha vida já não tem sentido nenhum e soluções concretas para o meu estado já não existem.
Pronto, isto é basicamente o que sinto e mexe cá dentro de mim.
Mas, senhor doutor, peço-lhe por tudo que esta conversa morra aqui neste gabinete, pois já tenho a fama de ser maluco e não necessito de ter mais.
E agora o que faço, senhor doutor?
É possível um homem sentir-se homem por fora e bicho por dentro?
Confesso que no início não queria vir à sua consulta mas agora que me fartei de falar, pelo menos sinto-me mais aliviado e com a ideia que afinal muitas pessoas deveriam passar pelo mesmo que eu, para perderem a ideia que as consultas de psiquiatria são só para malucos.
Por favor, ajude-me senhor doutor.
Sou um autêntico homem por fora e bicho por dentro...
______________________________________Patrícia Narciso
Senhor doutor, só vim à sua consulta porque me obrigaram. É escusado dizer que sou um autêntico bicho por dentro e que as pessoas têm a ideia que uma consulta de psiquiatra é equivalente a uma consulta de malucos. Mas pronto, eu lá vim à consulta para não me chatearem mais...
Pronto ok, até lhe confesso, senhor doutor, que me sinto um pouco embicharado por dentro e até mesmo perturbado cada vez que penso em certas coisas.
Todos os psiquiatras dizem que têm absoluto sigilo profissional mas será mesmo? Se o senhor doutor prometer que esta conversa não sai deste gabinete, então atrevo-me a contar-lhe tudo, para que alguém, ao menos, me tente ajudar e me tente perceber.
Em síntese, limito-me a dizer-lhe que me sinto completamente derrotado pela vida, para além de me sentir completamente desamparado, sozinho, triste, desiludido e magoado com tudo e todos.
Palavras? Para quê? Oh senhor doutor, falar é muito fácil mas o pior é sentir-me como me sinto.
Mais concreto do que isto não consigo: sinto-me um autêntico homem por fora e bicho por dentro.
Se me perguntarem se tenho razões concretas para me sentir assim eu respondo-lhe, imediatamente, que a minha vida já não tem sentido nenhum e soluções concretas para o meu estado já não existem.
Pronto, isto é basicamente o que sinto e mexe cá dentro de mim.
Mas, senhor doutor, peço-lhe por tudo que esta conversa morra aqui neste gabinete, pois já tenho a fama de ser maluco e não necessito de ter mais.
E agora o que faço, senhor doutor?
É possível um homem sentir-se homem por fora e bicho por dentro?
Confesso que no início não queria vir à sua consulta mas agora que me fartei de falar, pelo menos sinto-me mais aliviado e com a ideia que afinal muitas pessoas deveriam passar pelo mesmo que eu, para perderem a ideia que as consultas de psiquiatria são só para malucos.
Por favor, ajude-me senhor doutor.
Sou um autêntico homem por fora e bicho por dentro...
______________________________________Patrícia Narciso
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