Primeiro desafio
De Olhos Bem Fechados
Material necessário:
Papel, Caneta, Venda para os olhos
Exercício:
Venda os olhos.Não espreites.Sente o Escuro à tua volta.Apercebe-te dos sons, e das texturas que tens ao alcance das mãos.Agora escreve, de olhos bem fechados, aquilo que te apetecer.
in, desafio: escrever
Fecho os olhos
Fecho os olhos, vejo-me longe de tudo o que realmente me rodeia. No meio de tanta gente sinto apenas o vazio, ouvindo música e o som das teclas no mundo banal de aulas de seca, nas quais aprendemos a sobreviver em grupo.
Volto a fechar os olhos e imagino-me como se estivesse longe daqui. Haveria mil lugares mais interessantes para estar mas a realidade prende-me aqui, rodeada de colegas, numa simples sala, onde passamos os dias. Consigo apenas imaginar o que estará para lá destas paredes e destas janelas mas, mesmo observando o que esta lá fora, continuo aqui, ainda que por momentos o meu pensamento fuja para lugares que penso por vezes até só existirem na minha imaginação.
Tento encontrar inspiração lá fora mas lembro-me apenas que continuo aqui, no canto esquerdo da sala, a olhar para uma folha de papel onde poderia ficar horas a escrever sem nunca conseguir explicar o que realmente me rodeia, os sítios onde a minha imaginação me leva sem dizer o que me rodeia, sem explicar este mundo que está na minha cabeça.
Porém seriam palavras demasiado fora da realidade para o descrever, acabando aqui algo que do nada sai e que talvez só para minha faça sentido.
________________________________________ Marília Beliz
Gravura japonesa
Conta-me contos, ama
Não sei, ama, onde era.
Nunca o saberei...
Sei que era Primavera
E o jardim do rei...
(Filha, quem o soubera!...)
Que azul tão azul tinha
Ali o azul do céu!
Se eu não era a rainha,
Porque era tudo meu?
(Filha, quem o adivinha?)
E o jardim tinha flores
De que não me sei lembrar...
Flores de tantas cores...
Penso e fico a chorar...
(Filha, os sonhos são dores...)
Qualquer dia viria
Qualquer coisa fazer
Toda aquela alegria
Mais alegria nascer
(Filha, o resto é morrer...)
Conta-me contos, ama...
Todos os contos são
Esse dia, e jardim e a dama
Que eu fui nessa solidão...
Fernando Pessoa
Olá meninos!
Todos gostam de ouvir contar histórias. E contá-las deve ser tão antigo como ter uma criança ao colo...
O que vos proponho aqui é que juntem as palavras para fabricar histórias.
Porém, não deixo a inspiração a vosso cargo, lanço-vos antes um desafio!
Na verdade, fui buscar a ideia a uma autora, Marta Tê, que escreveu um livro/bloco de notas cujo título era, justamente, Desafio: Escrever! . A autora lançava temas e, no final de tais exercícios de escrita, estaríamos aptos a escrever um conto ou uma novela.
Vou apresentar os desafios desta autora (espero não ser processada) na esperança de que os aceitem.
Pensaremos depois na publicação das vossas obras. Se não for possível, sempre podemos reconfortar-nos com os ouvidos atentos de uma criança. Haja criatividade e inspiração!
Helena
Não sei, ama, onde era.
Nunca o saberei...
Sei que era Primavera
E o jardim do rei...
(Filha, quem o soubera!...)
Que azul tão azul tinha
Ali o azul do céu!
Se eu não era a rainha,
Porque era tudo meu?
(Filha, quem o adivinha?)
E o jardim tinha flores
De que não me sei lembrar...
Flores de tantas cores...
Penso e fico a chorar...
(Filha, os sonhos são dores...)
Qualquer dia viria
Qualquer coisa fazer
Toda aquela alegria
Mais alegria nascer
(Filha, o resto é morrer...)
Conta-me contos, ama...
Todos os contos são
Esse dia, e jardim e a dama
Que eu fui nessa solidão...
Fernando Pessoa
Olá meninos!
Todos gostam de ouvir contar histórias. E contá-las deve ser tão antigo como ter uma criança ao colo...
O que vos proponho aqui é que juntem as palavras para fabricar histórias.
Porém, não deixo a inspiração a vosso cargo, lanço-vos antes um desafio!
Na verdade, fui buscar a ideia a uma autora, Marta Tê, que escreveu um livro/bloco de notas cujo título era, justamente, Desafio: Escrever! . A autora lançava temas e, no final de tais exercícios de escrita, estaríamos aptos a escrever um conto ou uma novela.
Vou apresentar os desafios desta autora (espero não ser processada) na esperança de que os aceitem.
Pensaremos depois na publicação das vossas obras. Se não for possível, sempre podemos reconfortar-nos com os ouvidos atentos de uma criança. Haja criatividade e inspiração!
Helena
28 abril, 2009
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